Objetivo é evitar a queda nos repasses de recursos federais para municípios que registraram redução no número de habitantes
Gazeta de Alagoas - Niviane Rodrigues
O resultado do Censo Demográfico de 2010 caiu como um “balde de água fria” para prefeitos alagoanos cujos municípios apresentaram queda no número de habitantes. A preocupação não surge à toa. Os números para baixo devem significar queda substancial nos repasses de recursos federais para cidades que sobrevivem basicamente do dinheiro que vem de fontes como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Fundo de Participação do Estados, além de investimentos da iniciativa privada – que também pesam na balança.
Mas uma coisa é certa: a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) vai esperar o resultado da recontagem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para recorrer contra o resultado do Censo, segundo informou ontem a assessoria de comunicação da entidade. Segundo material de divulgação, publicado na página eletrônica da AMA, as prefeituras que se sentirem prejudicadas devem “apresentar suas avaliações sobre os números divulgados, a partir daí o IBGE faz uma revisão nas pesquisas e no dia 29 de novembro serão divulgados os resultados definitivos das populações nos municípios”, diz o texto. A medida segue orientação da Confederação Nacional de Municípios (CNM).
O presidente da AMA, prefeito de Arapiraca Luciano Barbosa, foi procurado pela reportagem da Gazeta, mas não atendeu às ligações. Sem boa parte dos recursos federais,os 33 municípios apontados no Censo do Insituto brasileiro de Geografia e Estatística como cidades cuja população 'encolheu', correm o risco de ter suas contas comprometidas. Por isso, correm para tentar uma solução para o que virou um problema.
De acordo ainda com informações divulgadas no site da AMA, 'anualmente o IBGE repassa ao Tribunal de Contas da União (TCU) as estimativas da quantidade de habitantes por município'. Entre os municípios que 'perderam' moradores, estão cidades de pouco mais de 2 mil habitantes, como é o cado de Pindoba, que em 2000, tinha 2.926 moradores e passou para 2.866. É o menos índice populacional de Alagoas. Jundiá, que tinha 4.680, passou para 4.202.
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